O Cristo Redentor foi eleito uma das Novas 7 Maravilhas. Não pude receber a notícia sem certa surpresa. Diante de obras fantásticas como as pirâmides no Egito ou a Acrópoles em Atenas, não pensava que o Cristo seria um dos eleitos. E, para ser sincera, nem acho totalmente merecido – numa lista com 21 maravilhas até vai, mas entre as 7 maiores? Sem dúvida, o número expressivo de internautas brasileiros contribuiu bastante.

É claro que isso eu só afirmo aqui, entre leitores brasileiros. Quando fui questionada hoje em Londres se concordava com a eleição do Cristo, defendi a nossa Maravilha com veemência. Falar mal do que é meu, só eu posso. Para os gringos, é sim uma das Novas 7 Maravilhas merecidamente, e digo até que deveria ter sido escolhido em primeiro!

É inegável que o Cristo chama muita atenção, mas não exatamente pela obra em si, e sim pela área em que está localizado. Sem dúvida, uma das vistas mais bonitas do mundo. Mas, seria uma maravilha do homem, ou uma maravilha natural? Isso nos leva à próxima eleição que está sendo organizada: As Novas 7 Maravilhas da Natureza.

Animada pela vitória do Cristo, já fui lá e enviei meus indicados – todos brasileiros, lógico. Como muitas pessoas, acho essa eleição uma besteira sem tamanho, mas adoro ver o Brasil ganhando em alguma coisa que não seja “Lista dos Mais Corruptos”. Então, se você concorda, vá lá no site e indique suas Novas 7 Maravilhas da Natureza. Para quem quiser, deixo meus indicados como sugestão:

 

Nome – Categoria

Iguaçu Waterfalls – Waterfalls

Amazon Rainforest – Forests, Woods

Pantanal Matogrossense National Park – Nature Conservancy Park

Fernando de Noronha Islands – Coastline, Cliff

Chapada Diamantina National Park – Canyon, Fjord

Lago Azul (Blue Lake), Bonito – Cave, Grotto

Caracol’s Park, Canela – Nature Conservancy Park

 

E que vençam os melhores – desde que sejamos nós!

Descobri que tenho mais blogs na internet do que eu imaginava. Um foi encontrado recentemente durante uma escavação arqueológica no Google. Resolvi salvar o único post contido nele para a posteridade e publicá-lo neste blog, que eu espero que tenha uma vida útil mais longa que o anterior.

Aí vai!

Provavelmente, os leitores do meu novo blog serão aquelas pessoas que já me conhecem de longa data, mesmo que virtualmente. Então, apresentações seriam desnecessárias.

Entretanto, acho que alguns esclarecimentos não seriam absolutamente inúteis. Elaborei, então, uma pequena lista de 10 coisas que definem um pouco minha personalidade e servirão como um guia para aqueles que estão a minha volta.

Siga direitinho e você me fará uma pessoa feliz.
___________________________________

10 coisas que qualquer um precisa saber sobre mim:

1- Não espere ter qualquer tipo de relacionamento comigo após meus 50 anos. Perderei a sanidade mental que me resta antes dos 40.
2 – Amo comer. Não importa o que. Mas é um prazer que sempre me pesa a consciência.
3 – Detesto que me subestimem, mesmo em algo que eu claramente não tenha capacidade para realizar.
4 – Meu humor está sempre no fio da navalha. Sempre!!!
5 – Adoro estudar, mas não me questione se eu não tenho nada pra fazer num dia em que eu não estiver fazendo nada.
6 – Enjôo das coisas facilmente, como, por exemplo, desse troço de “coisas que se deve saber”. Portanto, me recuso a fazer os itens seguintes.
7 –
8 –
9 – Mudo de idéia com bastante freqüência.
10 – Detesto que me contrariem.

Entendeu???

Desde que cheguei à Europa, tenho ouvido alguns comentários sobre “brasileiros que bebem muito”. Aparentemente, álcool e Brasil são facilmente associados, seja pela cerveja e o calor, seja pela tão famosa caipirinha – mesmo que dita com as mais variadas pronúncias. Mas nada se compara com a visão que o restante do mundo tem sobre o Leste Europeu: é senso comum acreditar que todas as pessoas originárias desses países são alcoólatras convictos!

A minha visão após esses quatro meses vivendo aqui e após ter convivido com pessoas dos mais variados países é que, assim como todos os outros aspectos de uma sociedade, a forma como o álcool é “vivido” varia muito de país para país. E, por mais surpreendente que possa parecer (ou não), os ingleses estão no topo da minha lista de “apreciadores do álcool”.

Alguns dados simples me levam a crer nisso, detalhes que se percebe após um tempo de convívio com a cultura. E alguns deles bastante curiosos. Começaremos pelo Natal, uma data que, a primeira vista, não associamos ao álcool, mas que na Inglaterra está estritamente ligado. Como? Por exemplo, para receber o Papai Noel na noite de Natal, as crianças deixam um pratinho com as famosas Mince Pies e uma pequena taça de brandy ou sherry! Além disso, uma das comidas mais tradicionais do Natal inglês é o Pudim de Natal, normalmente servido com um creme de… brandy! Às vezes, chega a ser flambado ao ser levado a mesa. Crianças, é claro, consomem a iguaria.

E também não precisamos aguçar muito nossa memória para lembrar dos mundialmente conhecidos pubs. São templos dedicados à socialização e ao consumo de álcool, espalhados por todas as cidades, em cada esquina e sempre cheios de freqüentadores sedentos por um grande e gelado (nem tão gelado assim) copo de cerveja! As brigas causadas pelo excesso de álcool também já viraram tradição no país. Eles criaram, inclusive, um verbo para o ato de quebrar um copo ou garrafa e atacar o oponente com o vidro durante uma briga (to glass, em inglês).

Particularmente, eu não tenho nada contra a cultura do álcool na Inglaterra. Muito pelo contrário! Foi muito fácil me acostumar a ir todas as semanas a algum pub, tomar uma cerveja e assistir a uma partida de futebol. Vidinha mais ou menos essa…

Nessa minha temporada européia, duas atividades preenchem boa parte dos meus dias: degustação de cerveja em pubs e visita a museus. A primeira delas vai ser tema de um post no futuro, mas hoje o tema é museu e, mais especificamente, The National Gallery, em Londres.

Digo “visitas”, no plural, porque são sempre mais de uma. Para mim é impossível visitar um museu desses em apenas um dia. Quem dera visitas a museus acumulassem milhagens! Mas é compreensível: para quem estudou história da arte apenas por livros (três vivas para o Gombrich! Viva, viva, viva!), ver pessoalmente e pela primeira vez quadros de seus pintores favoritos é uma experiência que chega a ser transcendental. Por mais piegas que possa parecer, eu chorei diante de Las Meninas de Velázquez!

Falando em Museo del Prado, minhas impressões foram as melhores. Talvez a melhor coisa que tenha visto na Espanha em termos de organização. A coleção é surpreendente! Mas me pareceu um pouco falha em relação à obras mais recentes. Talvez isso se dê pelo fato da coleção do Prado ser formada principalmente por obras que pertenceram a Família Real. Por essa razão, há uma pequena defasagem no que diz respeito às obras do século XIX, quando há uma perda de prestígio da Coroa Espanhola no cenário internacional. Nesse sentido, a coleção do National Gallery é um pouco mais rica.

Talvez esse seja um dos pontos mais fortes do National Gallery: a coleção é bem variada e consegue abranger um período muito amplo no que diz respeito às artes plásticas. Os principais artistas de cada época estão representados na coleção do museu. As obras que mais me chamaram atenção exemplificam bem isso: de Van Eyck (As bodas do Casal Arnolfini, 1434) a Van Gogh (Campo de trigo com ciprestes, 1889), há pinturas de tirar o fôlego!

Além dessas, o clássico Vênus e Martes (1484) de Botticelli merece a fama que tem. A surpresa, para mim pelo menos, ficou reservada a uma obra em especial e ao conjunto de obras. A obra é A Toalete de Vênus, de Velázquez. Depois de ver tantas obras “oficiais” do pintor, vê-lo representando um tema clássico foi delicioso. Sim, eu admito! Estou apaixonada por Velázquez! É um mestre como poucos. Nesse quadro em especial, as cores são penetrantes, assim como o olhar de Vênus que, sorrateiramente, admira o expectador.

A Toalete de Vênus

E o conjunto de obras que merece menção é a de Rubens. Duas pinturas especialmente: O Massacre dos Inocentes (1611-12) e Sanção e Dalila (1609-10). As duas representam temas cristãos, ao contrário das obras mais famosas do autor que representam temas clássicos, como o renomado O Julgamento de Paris (1632-35), também exposto no museu. Além das cenas em si, chama atenção a maestria com que Rubens representa o corpo humano, especialmente o masculino.

Acho que as oito horas que passei no National Gallery não foram suficientes. O museu merece muitas visitas mais.

Acho que esse não é o momento mais propício para iniciar um blog. Estou no meio de uma viagem de seis meses pela Europa e – como não podia ser diferente – não tenho tempo para quase nada. Pelo menos a vida na Inglaterra está um pouco mais tranqüila. Em Sevilla era impossível pensar: havia mil coisas diferentes acontecendo todo tempo, todos os dias. Já em Londres eu moro com uma inglesa que só está em casa à noite e, além disso, tenho um quarto só para mim. E com wireless! Talvez o momento não seja tão ruim assim.

Depois de anos longe da blogosfera, senti a necessidade de escrever minhas impressões sobre o tanto de coisas que vi aqui. E também sobre as infinitas idéias que passam pela minha cabeça. Não sei ainda o perfil que esse blog vai ter: talvez pessoal, talvez jornalístico. Provavelmente, um pouco de cada. Como dizem os espanhóis, a ver…

Então, bem-vindo ao meu 1.342.435º blog!

Eu…

Em construção...

 

fevereiro 2010
S T Q Q S S D
« jul    
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728